Mais de 1,41 milhão de famílias, distribuídas nos 853 municípios de Minas Gerais, recebem o Bolsa Família neste mês de janeiro. O investimento federal no estado ultrapassa R$ 975 milhões, com benefício médio de R$ 689,24. O calendário de pagamentos teve início nesta segunda-feira (19) e segue até o dia 30, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS).
Em Minas Gerais, o programa contempla 676,2 mil crianças de zero a seis anos com o Benefício Primeira Infância, que garante um adicional mensal de R$ 150 por criança na composição familiar. O investimento destinado a esse repasse no estado é de R$ 96,4 milhões.
Além disso, o Bolsa Família prevê benefícios complementares de R$ 50, pagos a cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos, além de 46,7 mil gestantes e 29 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 51,9 milhões.
A capital Belo Horizonte concentra o maior número de famílias atendidas em Minas neste mês, com 117.327 beneficiários. Na sequência aparecem Contagem (41.237), Uberlândia (29.284), Betim (29.056) e Ribeirão das Neves (28.688). Já o maior valor médio do benefício no estado é registrado em São José da Varginha, com R$ 788,54, seguido por Espírito Santo do Dourado, Monjolos, Campos Altos e Bom Sucesso.
Em âmbito nacional, o Bolsa Família atende 18,77 milhões de famílias em 5.570 municípios brasileiros, com valor médio de R$ 697,77 e investimento total de R$ 13,1 bilhões. Dentro das ações de enfrentamento a desastres naturais, 176 municípios recebem o pagamento de forma unificada no primeiro dia do calendário, medida que alcança cidades de diferentes estados, especialmente no Nordeste.
O programa também mantém o Benefício Primeira Infância em nível nacional, que neste mês atende 8,4 milhões de crianças, com investimento de R$ 1,22 bilhão. Os benefícios complementares de R$ 50 chegam a 13,7 milhões de crianças e adolescentes, além de 625 mil gestantes e 375 mil nutrizes, com repasses que superam R$ 706,7 milhões.
Entre os públicos prioritários, o Bolsa Família atende 247,7 mil famílias indígenas, 289,3 mil quilombolas, 397,2 mil catadores de materiais recicláveis, 253,8 mil famílias com pessoas em situação de rua, além de famílias com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e crianças em situação de trabalho infantil.
O perfil dos responsáveis familiares indica predominância feminina: 84,4% dos cadastros estão em nome de mulheres. Pessoas pretas e pardas representam 73,25% do total de beneficiários.
Outra política mantida é a Regra de Proteção, que permite a permanência no programa por até um ano para famílias que conseguem emprego formal ou aumento de renda, recebendo 50% do valor do benefício. Em janeiro, essa regra alcança 2,44 milhões de famílias.
No recorte regional, o Nordeste concentra o maior número de beneficiários, seguido pelas regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste. Entre os estados, a Bahia lidera em número de famílias atendidas, enquanto Roraima apresenta o maior valor médio de repasse no país.
FONTE: Secom-MG
