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Rompimento de contenção na Mina de Fábrica causa impactos ambientais em Congonhas

Publicada em: 26/01/2026 11:48 -

O rompimento de uma leira de contenção de água na Mina de Fábrica, de propriedade da Vale, ocorrido na manhã deste domingo (25), no município de Ouro Preto, provocou impactos ambientais em Congonhas, com o carreamento de sedimentos e rejeitos de mineração para cursos d’água da região.

Segundo informações da Prefeitura de Congonhas, cerca de 263 mil metros cúbicos de água turva, contendo minério e resíduos do beneficiamento mineral, ultrapassaram o dique Freitas, atingiram área da mineradora CSN e, posteriormente, alcançaram o rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana do município. O material seguiu até o encontro com o rio Maranhão, nas proximidades da Rodoviária, na região central.

Assim que informadas da ocorrência, a Prefeitura, forças de segurança, órgãos de proteção e o Ministério Público de Minas Gerais se mobilizaram. O prefeito Anderson Cabido, acompanhado do secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Lobo, e do diretor da Defesa Civil, Mauro Lúcio, realizou vistoria no local juntamente com autoridades estaduais.

Uma sala de crise foi instalada na Mina de Fábrica, com a participação das Defesas Civis de Congonhas e Ouro Preto, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e do Ministério Público de Minas Gerais.

A Defesa Civil de Congonhas informou que não houve vítimas e que segue monitorando os rios Goiabeiras e Maranhão, cujos volumes permanecem dentro das calhas. A Vale também realiza o acompanhamento da turbidez da água nesses cursos d’água.

De acordo com o secretário João Lobo, a turbidez registrada é pelo menos quatro vezes maior do que o esperado para o período chuvoso, o que pode provocar perda significativa de biodiversidade, redução da qualidade da água, assoreamento dos rios e aumento do risco de enchentes nos próximos meses. Ele explicou ainda que, nas áreas mais próximas ao rompimento, foram observados arraste de árvores, rochas e alteração do curso natural do rio.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que foi lavrado auto de infração contra a Vale, que resultará em multa e em exigências mais rigorosas de monitoramento. Para o município, embora não se trate de uma barragem, a estrutura apresentava potencial de causar graves impactos ambientais e sociais.

O rio Goiabeiras é afluente do rio Maranhão, que deságua no rio Paraopeba, o mesmo atingido pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro de 2019.

A população pode acionar a Defesa Civil de Congonhas pelo telefone 199 ou (31) 3731-2498.

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