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CarnaTEA amplia inclusão no Carnaval de Congonhas

Publicada em: 18/02/2026 11:29 -

A Prefeitura de Congonhas realizou, nesta segunda-feira de Carnaval, a primeira edição do CarnaTEA, iniciativa voltada à inclusão de pessoas neurodivergentes e com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na programação oficial da festa. O evento ocorreu no Quarteirão do Samba e foi criado com o objetivo de garantir acesso democrático, ambiente adaptado e acolhimento especializado às famílias, consolidando o compromisso do município com políticas públicas inclusivas.

A ação foi organizada pela Prefeitura de Congonhas, por meio das Secretarias de Desenvolvimento, Assistência Social e Cidadania e de Cultura, com a participação do Comitê de Pais e Responsáveis por Pessoas com TEA e das associações Dom Luciano, Associação Delas, Associação Amar e Conectar (ASAMAR), Reciclando Vidas e Associação de Acolhimento aos Neurodivergentes de Congonhas (Asaneco).

O CarnaTEA contou com estrutura específica para atender o público, incluindo profissionais capacitados para acolhimento das famílias, banheiros exclusivos para crianças e adolescentes, além da oferta de pipoca, algodão-doce, oficinas de colorir e pintar e abafadores de som, quando necessários. A programação musical ficou a cargo do cantor Dudu Nicácio e do bloco Fera Neném, responsáveis por conduzir a chamada “Neurofolia” em um ambiente planejado para proporcionar segurança e conforto.

Integrante do Comitê de Pais e Responsáveis por Pessoas com TEA, Josiana Dutra avaliou que a primeira edição representou um avanço importante para a inclusão de pessoas autistas na cidade. Segundo ela, o evento possibilitou participação efetiva, com suporte de profissionais capacitados durante toda a programação, o que evidenciou, na prática, a abertura de espaço institucional para um Carnaval mais acessível.

Também membro do Comitê, Helita Najara Gonçalves de Moraes destacou que, como mãe atípica, considerou emocionante presenciar um espaço de lazer estruturado com respeito e acolhimento às crianças neurodivergentes. Ela ressaltou que iniciativas como essa reforçam a percepção de que a inclusão é possível quando há planejamento e sensibilidade por parte do poder público.

A psicopedagoga e psicomotricista da Associação Reciclando Vidas, Silvana Silva, afirmou que a inclusão de crianças neurodivergentes no Carnaval vai além da presença física, exigindo participação ativa, respeito às diferenças e valorização das potencialidades individuais. Na avaliação dela, quando a inclusão ocorre de forma efetiva, toda a sociedade aprende que a diversidade torna as celebrações mais humanas e completas. Silvana também defendeu que experiências como o CarnaTEA sejam ampliadas nos próximos anos.

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