A mineradora Vale anunciou, na última sexta-feira (13), a doação voluntária de R$ 225 milhões para investimentos nas áreas de saúde e cultura em Congonhas. Os recursos serão destinados à construção do novo Hospital Bom Jesus e à ampliação do Museu de Congonhas, dois projetos considerados prioritários pelo município.
O termo de doação foi assinado durante um evento promovido pela Prefeitura de Congonhas, realizado no local onde será construída a nova unidade hospitalar.
Segundo o diretor de Relacionamento Institucional da empresa, Kennedy Alencar, o investimento faz parte de um processo de diálogo com o município e busca contribuir com iniciativas estruturantes para a cidade. Ele afirmou que a empresa considera importante apoiar projetos que tenham impacto direto na qualidade de vida da população.
Do total anunciado, R$ 200 milhões serão destinados à construção, equipagem e modernização do novo Hospital Bom Jesus. A expectativa é ampliar a capacidade de atendimento da unidade e fortalecer a rede pública de saúde da região. A Prefeitura de Congonhas ficará responsável pela execução do projeto, gestão dos recursos e prestação de contas.
Outros R$ 25 milhões serão aplicados na ampliação e manutenção do Museu de Congonhas por meio de projetos culturais incentivados. Os investimentos terão foco na preservação do patrimônio histórico, na valorização da cultura local e no estímulo ao turismo.
De acordo com o diretor de Operações do Corredor Sul da Vale, Rodrigo Silveira, a empresa mantém presença na região há décadas e emprega milhares de trabalhadores, grande parte deles moradores da própria região. Ele afirmou que a companhia busca manter uma atuação voltada ao desenvolvimento econômico e social do município.
O Museu de Congonhas é dedicado à interpretação e valorização do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Mundial desde 1985. O local abriga o conjunto escultórico barroco formado pelos 12 Profetas em pedra-sabão e pelos Passos da Paixão, obras do artista Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
O espaço também promove exposições interativas e atividades educativas voltadas à preservação do patrimônio histórico e da arte barroca mineira. Já o Memorial Congonhas reúne pesquisas e documentação voltadas à conservação das esculturas e da pedra-sabão, contribuindo para a proteção do patrimônio cultural da cidade.
